
Circulou, com muita força, nos últimos dias, o nome da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, como provável pré-candidata a vice-governadora do Ceará.
Também foi destaque no noticiário o lançamento da pré-candidatura da secretária estadual da Cultura, Luísa Cela (PT), a deputada federal.

Quem é Erivaldo Carvalho
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Fernanda é doutora em direito tributário, mestre em direito constitucional e MBA em gestão pública. Detalhes do currículo dela aqui.
Outra boa novidade é o nome da psicóloga e mestre em saúde da família, Luisa Cela. Atual secretária estadual da Cultura, é filha da ex-governadora Izolda Cela. Mais informações aqui.
As duas têm em comum o projeto em curso no Palácio da Abolição. A diferença, entra ambas, é o fato de Fernanda está sendo cogitada, enquanto Luísa não esconde a pretensão.
Vamos, portanto, a algumas considerações, considerando-se o atual estágio de ebulição das articulações políticas e eleitorais.
Fernanda: perfil técnico
Tecnicamente, é indiscutível. Arriscaríamos em afirmar que seria uma das candidatas a vice-governadora mais capacitadas. Mas, como se sabe, não é assim que a banda toca.
A variável macro é, exatamente, a vaga de vice. Pelas condições normais de temperatura e pressão, Fernanda não agregaria politicamente.
A ex-Sefaz, no máximo, reforçaria a força do ministro Camilo Santana (PT). O FNDE é dependurado no organograma do Ministério da Educação.
A candidatura a vice pode ir para a última rodada de conversas, dada a relevância do posto – particularmente, se o governador Elmano de Freitas (PT) for confirmado candidato à reeleição.
Assim sendo, o candidato ou candidata a vice – se o atual governo se mantiver no Palácio da Abolição, a partir de janeiro de 2027 -, é o primeiro ou primeira na linha de sucessão, daqui a quatro anos.
Luísa: força política
A pré-candidatura de Luísa carrega, em si, a vantagem competitiva de ser orgânica – tanto no partido quanto no governo. A petista, ex-PSB, tem boas relações.
Mas há alguns poréns – sempre há.
O PT tem, atualmente, três deputados federais – José Nobre Guimarães, José Airton Félix Cirilo e Luizianne de Oliveira Lins – e pouco indica que a bancada aumentará neste ano.
O projeto Luísa deputada depende, portanto, em termos concretos, de substituição de um desses três parlamentares. É possível? Claro que não. Mas é difícil. Vejamos.
Pré-candidato ao Senado, Guimarães pode abrir colégios eleitorais para Luísa Cela. Mas isso depende do projeto do líder do governo Lula na Câmara dos Deputados – não será fácil.
A ex-prefeita de Fortaleza é outro fator. Como aqui já dito, Luizianne está em vias de trocar o PT pelo Psol ou Rede. Nesses termos, a atual titular da Secult teria chances.
E ainda há outros caroços nesse angu: qual o potencial de transferência de voto de Guimarães?
Outro: alguém está considerando que os votos de Luizianne são dela, pessoais e intransferíveis?
Resumindo e voltando ao título desta edição da Coluna, Fernanda e Luísa são duas boas novidades de 2026. Mas é melhor aguardar.
Às vezes, no andar da carruagem, as melancias se ajeitam. Às vezes, não.
Bom sábado.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

