Na edição do último sábado, 14, aqui foi dito que a titular do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, estaria sendo sondada para candidatura a vice-governadora.
A tributarista e ex-secretária da Fazenda do Estado substituiria Jade Romero (MDB), número 1 na linha de sucessão do governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT).

Quem é Erivaldo Carvalho
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Leitores da Coluna lembram de pelo menos outros três nomes, da base governista, com peso político para também ocupar o lugar na chapa.
Circula nos bastidores o nome da médica Gabriella Aguiar (PSD), vice-prefeita de Fortaleza, filha do presidente estadual da sigla e secretário de Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho.
Ex-deputada estadual, Gabriella é secretária municipal dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da gestão Evandro Leitão (PT).
Outra opção é a deputada estadual Lia Gomes (PSB), irmã do senador Cid Gomes (PSB) e secretária das Mulhers do Ceará. Ela é médica e deputada estadual licenciada.
Para o nome de Lia avançar, porém, a pré-candidatura do deputado federal Júnior Mano (PSB) ao Senado – a preferência de Cid -, teria de ser repensada.
Pré-candidato ao Senado, o secretário-chefe da Casa Civil de Elmano, jornalista Chagas Vieria, também é cotado para vice-governador. É um dos que mais conhecem a gestão estadual.
Em síntese, os pré-candidatos a vice de Elmano, a preço de hoje, têm os seguintes diferenciais:
Fernanda Pacobahyba: simbolizaria presença política de Camilo na formação do palanque.
Gabriella Aguiar: seria a garantia do PSD de Domingos Filho na coligação governista.
Lia Gomes: representaria força de Cid na chapa, em detrimento de Júnior Mano ao Senado.
Chagas Vieira: seria reforço ao projeto em andamento no Palácio da Abolição.
Posto estratégico
Quando se fala em vice numa chapa à reeleição, é sempre oportuno lembrar de que, exatamente, estamos falando – na perspectiva de Elmano conseguir mais quatro anos de mandato.
Além das funções previstas em lei – em caso de vitória eleitoral do PT em 2026 -, o governador estaria impedido de candidatar-se à reeleição, novamente, em 2030.
No pragmatismo político, isso significa que se abriria uma série de possibilidades – da continuidade do projeto, propriamente, aos barulhentos rompimentos.
Vimos isso acontecer em 2014, no final dos oito anos de mandato do então governador Cid Gomes (PSB) – assim como em 2022, na reta final dos dois mandatos consecutivos de Camilo Santana (PT).
Em outras palavras e como é sabido, há muitas regras não escritas e filtros políticos, por onde devem passar decisões importantes, como a escolha do nome a vice.
Até 3 de abril
O prazo para Fernanda, Gabriella, Lia e Chagas deixarem os respectivos cargos – para assim cumprirem o que diz a legislação eleitoral -, vai até o próximo dia 3.
Boa terça.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.




