
O Ceará tem oito ex-governadores vivos. Na imagem acima, da esquerda para a direita – sem trocadilho -, temos:
Lúcio Alcântara, Tasso Jereissati, Izolda Cela, Camilo Santana, Gonzaga Mota, Ciro Gomes, Chico Aguiar e Cid Gomes. Imagem histórica.

Quem é Erivaldo Carvalho
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A metade da fileira está, diretamente, envolvida na disputa eleitoral de 2026 pelo governo do Estado: Tasso, Camilo, Ciro e Cid.
Seis dos oito ex-chefes do Executivo Estadual – excetos Izolda e Chico -, foram eleitos pelo voto direto e, em algum momento das últimas quatro décadas, foram aliados ou adversários uns dos outros.
Mas, a despeito das idas e voltas, um fio condutor os ligou, ao longo das gestões estaduais: a busca, governo pós-governo, do constante desenvolvimento econômico e social do Estado.
Sem a pretensão de comparar a colaboração individual, é justo dizer que cada um cumpriu suas tarefas, dentro das condições dadas no seu tempo.
É dessa época a dimensão do Ceará acima das intrigas políticas entre seus maiores líderes. Isso está se perdendo, como já se percebe nesta pré-temporada eleitoral.
A caça ao voto para governador este ano no Ceará será uma das mais rebaixadas.
O pior adversário é o ex-aliado – assim como o melhor aliado pode ser um ex-adversário.
Cada lado vai dizer que representa o melhor para o Ceará, em nome do qual não vai medir método para ganhar as próximas eleições. Mas onde entra o debate sobre os desafios do Estado?
Os gargalos não cessaram – ampliaram-se, como se percebe nas demandas urgentes em praticamente todas as áreas e das quais dependem esta e as próximas gerações de cearenses.
Infelizmente, os desafetos entre ex-governadores – inclusive, familiares -, superaram a ideia do esforço coletivo – dos quais já nos orgulhamos – por esse pedaço de chão chamado Ceará.
Conselho de Governadores
Pode estar vindo aí uma ferrenha batalha entre ex-governadores.
Ao contrário disso, os ex-gestores estaduais deveriam estar reunidos no Conselho de Governadores do Estado. Sobre o que discutirem não falta.
O Conselho foi anunciado em 2020. Por conta da covid, não chegou a se reunir. O primeiro encontro ocorreu em março de 2022 – há exatos quatro anos – ocasião da foto acima.
As discussões do Conselho deveriam permear, entre outros parâmetros, a Projeto Ceará 2050 – outra boa ideia, essa muito badalada, à épóca -, que também ficou à beira do caminho.
Por óbvio, não há mais clima para isso. Uma pena.
Boa semana.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

