
Pré-lançado à sucessão do presidente Lula (PT), o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) começa a jornada com pelo menos dois obstáculos políticos.
Um deles é o racha interno no partido, que tinha Eduardo Leite (RS) como alternativa.

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O outro – mais importante para os leitores da Coluna no Ceará -, diz respeito aos possíveis impactos na sucessão do governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT).
Pelos atuais contextos de disputa nacional, regional e estadual, os desdobramentos serão discretos – quase nulos – com poucas chances de alterar o quadro geral de resultados.
Presidido pelo ex-secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho, o PSD-CE deverá continuar na órbita do Palácio do Abolição – tem chances de entrar na chapa majoritária.
A sigla seguirá, assim, a média do que deverá acontecer no Nordeste, onde o PSD é atrelado aos governos estaduais. Ou seja, Caiado, praticamente, não terá palanque na região.
Pelo desenho atual, dois nomes fortes deverão disputar o governo do Ceará: Elmano e Ciro Gomes (PSDB). Eduardo Girão (Novo), por enquanto, corre por fora.
Antipetista-raiz, Caiado, por definição, será bloqueado na bolha lulista. Restará, portanto, tentar atrair nacos de eleitores flutuantes – particularmente, os com tendência a votar em Flávio Bolsonaro (PL).
Ou seja, se o pré-candidato do PSD sinalizar algum potencial de crescimento, isso pode ser motivo de alerta para o concorrente do PL, principalmente.
Isso, embora possa valer um conhecido raciocínio: se é de votar num dublê de bolsonarista, por que não votar no original, inclusive filho e com sobrenome do ex-presidente?
Ainda mais se considerarmos o voto últil – Flávio e Lula estão empatados.
A não ser que – e isso não é desprezível -, Caiado seja beneficiado com a faixa do eleitorado que cansou da polarização entre PT e PL – não são poucos.
Nesse caso, Girão, que se apresenta como opção a Elmano e Ciro, pode ser o nome preferido dos potenciais eleitores de Caiado no Estado.
Mesmo assim, é mais prudente aguardar se Caiado vai pelo menos decolar.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

