
Com o fechamento da janela partidária, a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) passou por uma reconfiguração profunda em suas forças políticas.
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O prazo legal para trocas de legenda alterou o tamanho de quase todas as bancadas, redesenhando os blocos de apoio e oposição ao governo estadual.
O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) consolidaram-se como as maiores potências do Legislativo.
Ambas as legendas passam a contar com 10 parlamentares cada, garantindo ao governador Elmano de Freitas uma base de sustentação robusta e numericamente superior.
A grande surpresa desta janela foi o crescimento acelerado do PSDB, que saltou para a terceira posição na Casa, com sete deputados.
A expansão tucana é fruto de uma estratégia coordenada da oposição para fortalecer a sigla visando o pleito de 2026, sob a influência do senador Cid Gomes e de Ciro Gomes.
Entre os novos integrantes do PSDB estão nomes de peso como Sargento Reginauro (egresso do União Brasil), além de Antônio Henrique, Cláudio Pinho e Queiroz Filho (ex-PDT).
Também migraram para o ninho tucano os deputados Felipe Mota e Heitor Férrer, ambos vindo do extinto bloco do União Brasil na Casa.
Em contrapartida, o PDT registrou a perda mais acentuada de representatividade.
O partido, que historicamente detinha a maior bancada da Alece, viu seus quadros minguarem para apenas cinco deputados fixos, resultado de uma longa crise interna e da debandada de dissidentes para o PSB e PT.
Outro partido severamente impactado foi o União Brasil, que sofreu um esvaziamento total.
Com as saídas de Reginauro, Férrer e Mota para o PSDB, e a ida de Firmo Camurça para o PSD, a legenda perdeu todos os seus assentos diretos no Parlamento cearense.
A movimentação de Leonardo Pinheiro também chamou a atenção: após apenas uma semana filiado ao PT, o parlamentar mudou de rota e ingressou no PSB.
Já o PSD, presidido no Ceará por Domingos Filho, ampliou sua representação e agora conta com três deputados estaduais, reforçando seu papel de fiel da balança.
A nova composição da Alece reflete o clima de antecipação para as próximas disputas eleitorais.
As trocas visam garantir a sobrevivência partidária diante das cláusulas de barreira e a formação de coligações com maior tempo de TV e acesso a recursos partidários.

