
O encerramento da janela partidária nesta sexta-feira, 3, redesenhou a representação do Ceará na Câmara dos Deputados.
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Dos 22 parlamentares eleitos em 2022, sete aproveitaram o prazo legal para trocar de legenda, o que resultou em mudanças profundas no equilíbrio de forças das siglas em Brasília.
O PDT foi o partido que sofreu o maior desgaste, registrando a baixa de quatro deputados federais.
Deixaram a sigla brizolista os parlamentares Eduardo Bismarck, Idilvan Alencar, Mauro Benevides Filho e Robério Monteiro, refletindo a crise interna enfrentada pela legenda no estado.
Em contrapartida, o PSD consolidou-se como a maior bancada cearense na Câmara, agora com quatro representantes.
O partido ganhou o reforço de Fernanda Pessoa, que deixou o União Brasil para se juntar aos deputados Célio Studart, Domingos Neto e Luiz Gastão.
O PSB também registrou um crescimento expressivo, triplicando sua representação ao saltar de um para três deputados.
A sigla recebeu Idilvan Alencar e Robério Monteiro, ambos egressos do PDT, fortalecendo o bloco aliado ao governo estadual e ao senador Cid Gomes.
Uma das movimentações mais emblemáticas foi a de Luizianne Lins, que deixou o PT após 37 anos de filiação.
A deputada migrou para a Rede Sustentabilidade, garantindo à nova legenda uma cadeira na bancada federal e alterando a composição histórica da esquerda cearense.
O União Brasil encerrou o período com saldo negativo, perdendo Danilo Forte para o PP e Fernanda Pessoa para o PSD.
Para recompor parte de sua força, o partido filiou Mauro Benevides Filho. Já o PV passou a figurar na bancada federal com a chegada de Eduardo Bismarck.
Enquanto a maioria das siglas passou por reorganizações, o PL e o MDB mantiveram suas estruturas inalteradas.
Ambos os partidos encerraram o prazo da janela partidária com os mesmos nomes eleitos em 2022, sem registrar novas filiações ou saídas de parlamentares.

