
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira, 9, o uso de recursos do FGTS em um novo programa voltado para a quitação e negociação de dívidas.
Siga o Poder News no Instagram
A proposta, que está sob análise do governo federal, prevê a liberação de aproximadamente R$ 7 bilhões para os trabalhadores.
A medida integra um pacote econômico em desenvolvimento pelo Ministério da Fazenda para combater o alto endividamento das famílias brasileiras.
Além do impacto financeiro direto na economia, analistas apontam que a iniciativa possui um estratégico apelo político e eleitoral para a gestão atual.
Segundo Marinho, a expectativa é que o programa beneficie cerca de 10 milhões de brasileiros.
O montante disponível viria de recursos que permaneceram retidos no fundo mesmo após tentativas anteriores de flexibilização do acesso ao saldo.
A busca por alternativas para o abatimento de débitos foi uma demanda direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A preocupação central do Palácio do Planalto é a elevação do endividamento das famílias, que compromete o consumo e a recuperação econômica.
O plano foca especialmente em trabalhadores que enfrentaram bloqueios no fundo devido às regras do saque-aniversário.
No ano passado, medidas provisórias tentaram liberar valores para quem havia sido demitido, mas possuía restrições para acessar o saldo total.
Na ocasião, o governo projetou a liberação de quase R$ 20 bilhões, mas a Caixa Econômica Federal não executou a totalidade dos repasses previstos.
Por conta disso,restou um valor residual de R$ 7 bilhões, que o governo agora pretende redirecionar para a negociação de dívidas.
A nova proposta deve permitir que esses valores residuais funcionem como garantia ou pagamento direto em programas de renegociação.
O formato final do programa e as regras para o saque ainda dependem de sanção presidencial e regulamentação técnica.

