
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, convidou oficialmente o ex-governador Ciro Gomes para disputar a Presidência da República em 2026.
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O anúncio foi feito nesta terça-feira, 14, durante uma agenda política em Brasília, sinalizando o início das articulações tucanas para o próximo pleito federal.
Segundo Aécio, o partido busca construir uma alternativa viável à polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O dirigente afirmou que Ciro possui uma estatura política que ultrapassa as fronteiras do Ceará, sendo capaz de liderar um projeto de alcance nacional.
A proposta tucana foca em um caminho de centro, pautado pela responsabilidade na gestão pública e pelo liberalismo econômico com viés social.
Aécio classificou a trajetória de Ciro como “exitosa” e defendeu que o país necessita de uma liderança democrática e experiente para romper o atual cenário político.
Ciro Gomes, por sua vez, afirmou que irá analisar o convite, mas ressaltou que a decisão depende de um processo de amadurecimento e diálogo com seus aliados.
O ex-governador admitiu ter sido surpreendido pelo anúncio público feito por Aécio Neves durante o encontro na capital federal.
Apesar da cautela, Ciro não descartou a possibilidade de entrar na disputa pela quinta vez.
Ele justificou sua postura mencionando uma “angústia” pessoal com a atual situação do Brasil, o que o motiva a considerar o desafio proposto pela cúpula do PSDB para liderar uma nova via.
O político cearense já acumula quatro candidaturas ao Palácio do Planalto (1998, 2002, 2018 e 2022).
O convite atual marca seu retorno ao protagonismo nacional dentro de uma sigla pela qual já foi eleito governador em 1990, após passagens marcantes por legendas como o PSB e o PDT.
Ciro ingressou no PSDB em outubro do ano passado, após um rompimento com antigos aliados e com o próprio irmão, o senador Cid Gomes, que migrou para o PSB.
Inicialmente, o foco de Ciro no ninho tucano era uma candidatura ao Governo do Ceará, plano que agora ganha contornos presidenciais.
A movimentação reflete a estratégia do PSDB de reconstruir sua relevância nacional e ocupar o espaço de centro na política brasileira.
A aposta em Ciro é vista internamente como uma tentativa de apresentar um nome competitivo, capaz de equilibrar rigor fiscal com políticas de inclusão social.

