
A vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL) emergiu nos bastidores do Partido Liberal como um nome estratégico para compor a chapa presidencial encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
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A articulação, divulgada inicialmente pelo jornalista Guilherme Amado, aponta a parlamentar cearense como uma peça-chave para ampliar o diálogo da sigla com o eleitorado evangélico e o público feminino.
(Com informações do O Povo)
A escolha de Priscila é vista como um movimento para reforçar a identidade conservadora da chapa, aproveitando sua estreita ligação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Como vice-presidente nacional do PL Mulher, a vereadora tem atuado na linha de frente da mobilização feminina do partido, ganhando projeção nacional nos últimos anos e reforçando o discurso de defesa dos valores tradicionais.
No cenário local, Priscila Costa consolidou sua liderança ao ser a vereadora mais votada de Fortaleza em 2024, com 36.226 votos.
Além da atuação na Câmara Municipal, a parlamentar já exerceu mandato na Câmara dos Deputados, em Brasília, o que lhe conferiu trânsito direto entre as lideranças da cúpula nacional do PL e do clã Bolsonaro.
Atualmente, a parlamentar é pré-candidata ao Senado pelo Ceará, mas enfrenta uma queda de braço interna na seção estadual do partido.
Ela disputa o espaço com o deputado estadual Alcides Fernandes, pai do presidente do PL Ceará, André Fernandes.
A ala local defende uma candidatura única de Alcides, o que poderia empurrar Priscila para voos maiores na esfera federal.
Apesar da resistência regional, Priscila conta com o aval de figuras centrais da legenda.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e Michelle Bolsonaro já manifestaram apoio público à sua trajetória, destacando seu papel como coordenadora de campanha e sua capacidade de mobilização, características consideradas essenciais para uma disputa majoritária nacional.
A eventual indicação para a vice-presidência resolveria o impasse político no Ceará e atenderia à demanda por maior representatividade feminina nas chapas presidenciais.
A movimentação reflete a estratégia do PL de nacionalizar nomes de destaque regional para fortalecer a competitividade da família Bolsonaro nas eleições de 2026.

