
A deputada estadual Lia Gomes (PSB) rechaçou a possibilidade de o senador Cid Gomes (PSB) concorrer como vice-governador na chapa de Elmano de Freitas (PT).
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A declaração, feita nesta quinta-feira, 23, contesta rumores que ganharam força nos bastidores da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
(Com informações do PontoPoder – Diário do Nordeste)
O assunto surgiu após o presidente da Alece, Romeu Aldigueri (PSB), sugerir publicamente que Cid poderia engrandecer a chapa majoritária governista em qualquer posto, inclusive o de vice.
Aldigueri defendeu que o senador é um nome de peso e desejado por parte da população e dos aliados.
Lia Gomes, no entanto, ironizou a tese da candidatura ao posto de vice-governador.
“Se o homem não quis nem ser governador, vai querer ser vice? Eu não vejo essa possibilidade e nunca ouvi conversa nesse sentido”, afirmou a parlamentar durante entrevista coletiva.
Outras lideranças do PSB também reforçaram o desconhecimento sobre essa articulação específica.
O líder da bancada na Casa, Marcos Sobreira, pontuou que não existem discussões oficiais internas sobre a indicação de Cid para a vice-governadoria até o momento.
Em relação à reeleição para o Senado, a situação permanece indefinida.
Publicamente, Cid Gomes tem reiterado que não pretende buscar um novo mandato, focando seus esforços apenas na estruturação e no fortalecimento das bases do PSB para as próximas eleições.
Atualmente, o senador tem sinalizado apoio ao nome do deputado federal Júnior Mano como representante do partido na disputa pela vaga governista ao Senado.
A movimentação indica um desejo de Cid de abrir espaço para novos nomes dentro do arco de alianças do governo.
Apesar da resistência declarada do senador, Lia Gomes admite que existe uma pressão interna intensa para que ele reconsidere a disputa.
Segundo a deputada, muitos correligionários acreditam que a permanência de Cid com mandato é vital para manter a hegemonia política do grupo.
Lia concluiu afirmando que, embora o irmão prefira atuar na articulação partidária sem cargo eletivo, a decisão final dependerá do diálogo com o grupo político.
Para a parlamentar, caso Cid aceite compor a chapa, o caminho natural seria a busca pelo Senado, e não por cargos no Executivo.

