
O Ceará registrou um desempenho fiscal positivo no primeiro bimestre de 2026, combinando o aumento da arrecadação com um controle relativo das despesas.
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Segundo dados do Tesouro Nacional, o Estado alcançou um superávit orçamentário de R$ 2,45 bilhões entre janeiro e fevereiro, o que representa um dos melhores resultados proporcionais do país no período.
As receitas correntes somaram R$ 7,76 bilhões no início do ano, uma alta de 9% na comparação com o mesmo bimestre de 2025.
Esse crescimento superou significativamente a inflação de 0,70% registrada no período, garantindo um ganho real na arrecadação e maior fôlego financeiro para a gestão estadual.
Do lado dos gastos, o avanço das despesas correntes foi mais contido, atingindo R$ 5,09 bilhões — um aumento de 4% em relação ao ano anterior.
O equilíbrio entre a entrada e a saída de recursos permitiu que o superávit correspondesse a 34% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado.
Apesar dos números favoráveis, a estrutura de gastos permanece rígida e concentrada em obrigações fixas.
Cerca de 44% de toda a receita foi comprometida com despesas de pessoal, enquanto o custeio da máquina pública consumiu 17%.
Os investimentos diretos em obras e melhorias estruturais ficaram em apenas 2%.
Na análise por áreas, a Previdência Social lidera as despesas por função, consumindo 19% do total (R$ 1,03 bilhão).
Em seguida, os setores com maior aplicação de recursos foram a Segurança Pública (15%), a Educação (13%) e a Saúde (12%), evidenciando o peso das áreas sociais no orçamento.
A gestão financeira também monitora os chamados “Restos a Pagar”, que são despesas de anos anteriores ainda pendentes.
Atualmente, essas obrigações representam cerca de 8% da receita total, um nível considerado moderado, mas que exige acompanhamento constante para evitar pressões futuras no caixa.
Um dado positivo adicional foi a redução da Dívida Consolidada Líquida do Ceará, que caiu 4% no primeiro bimestre.
O estado figurou ao lado de Mato Grosso e Acre entre os entes federativos que conseguiram diminuir seus passivos financeiros de longo prazo no início deste ano.
No cenário nacional, o Ceará se destacou em um ambiente de contrastes: enquanto estados como Rio de Janeiro e Alagoas registraram queda nas receitas, Espírito Santo e Minas Gerais lideraram o crescimento na arrecadação, consolidando a retomada fiscal em diversas regiões do País.

