
O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) descartou, nesta quinta-feira, 23, a possibilidade de Ciro Gomes disputar a Presidência da República nas eleições deste ano.
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Para Tasso, o foco do correligionário deve ser a corrida pelo Governo do Ceará, onde representa a principal aposta da oposição.
(Com informações do PontoPoder – Diário do Nordeste)
Durante encontro com jovens empresários no Sinduscon-CE, em Fortaleza, Tasso afirmou que Ciro é a “esperança que renasce” para o estado.
O líder tucano defende que o momento político exige que o ex-governador lidere a chapa majoritária local para enfrentar o que classificou como um cenário de “retrocesso”.
“Eu acho que agora é a vez de ele ser governador. Daqui a quatro anos, quem sabe”, declarou Tasso ao ser questionado sobre as ambições nacionais de Ciro.
O ex-senador ressaltou que a prioridade do PSDB cearense é construir uma alternativa viável ao atual grupo que comanda o Executivo estadual.
Tasso criticou a atual gestão do Ceará, afirmando que o estado, que já foi referência em respeito e gestão no Brasil, vive hoje um declínio administrativo.
Para ele, Ciro Gomes possui a experiência necessária para realizar uma transição segura para novas lideranças políticas, como o ex-prefeito Roberto Cláudio e o prefeito José Sarto.
A declaração de Tasso ocorre em meio a um movimento da cúpula nacional do PSDB para nacionalizar o nome de Ciro.
Recentemente, o presidente nacional da sigla, deputado Aécio Neves, convidou publicamente o cearense para entrar na disputa pelo Palácio do Planalto, alegando que ele possui qualificações únicas no
cenário brasileiro.
“Ciro é maior do que as fronteiras de seu estado”, afirma Aécio.
No entanto, Tasso Jereissati mantém a posição de que a presença do ex-governador no palanque estadual é
indispensável para as pretensões tucanas na região.
Apesar da pressão de ambos os lados, Ciro Gomes ainda não oficializou sua escolha.
No último dia 15, o ex-governador afirmou estar “amadurecendo” a ideia de disputar o governo estadual e admitiu estar cada vez mais inclinado a aceitar a missão local em vez da nacional.
Contudo, Ciro não escondeu que o convite de Aécio Neves para a Presidência “tocou seu coração”.
O dilema entre o projeto regional defendido por Tasso e a projeção federal sugerida pela executiva nacional do PSDB deve ser resolvido nos próximos meses, conforme se aproximam os prazos das convenções partidárias.

