
Quando um debate público vai para o campo semântico do adversário, um alerta deve ser emitido nos corredores do governo. Isso serve para pequenas gestões locais e a Presidência da República.
É, basicamente, o que também está acontecendo em 2026, na disputa para o governo do Estado do Ceará.

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Desde quando surgiu como líder do movimento oposicionista, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) vem provocando estragos no grupo que está à frente do Executivo.
Criminalidade e facções, gargalos na saúde, dívidas do Estado e desindustrialização são alguns dos temas que não saem da pauta da oposição.
No fim do dia – às vezes, no início -, governistas têm de se virar e correr atrás do prejuízo. Não é um bom sinal para a situação quando isso acontece.
Antes do advento da Internet, governos controlavam o calendário eleitoral, levando ao limite do prazo discussões sobre candidaturas. Até lá, o foco era jogar confete sobre si.
Agora, denúncias e outros artifícios que engajam nas redes sociais são lançados, quase diuturnamente. Ninguém mais sabe quando começa a pré-campanha.
Quando isso acontece, governistas ficam na defensiva, sem ter muito o que dizer ou fazer para além de tentar repor sua versão dos fatos.
Em cenários assim, governos ficam com espaço reduzido na opinião pública, onde deveria vender sua melhor versão e pedir mais quatro anos de mandato.
Há outros agravantes: com as exceções de praxe, os atuais governistas cearenses ficam a dever no discurso – ao contrário da oposição, onde há personagens bons de debate e entrevista.
E ainda temos o alcance nas plataformas digitais. A exemplo do cenário nacional, no Ceará são os opositores quem têm mais seguidores. É incomparável.
Não há dúvida de que as eleições de 2026 consolidarão a força das plataformas. Quem ganhar o debate nesse espaço vai sempre ficar um passo à frente dos adversários.
Eis a tarefa urgente para os governistas.
Boa semana.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

