
O governo do Irã condicionou a reabertura total do Estreito de Ormuz ao fim definitivo das hostilidades com os Estados Unidos e Israel.
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Segundo o vice-ministro da Defesa, Reza Talaei-Nik, o trânsito de navios comerciais só será normalizado se os protocolos de segurança estabelecidos por Teerã forem respeitados, garantindo que a soberania iraniana não seja comprometida.
O estreito é uma das rotas marítimas mais vitais do mundo para o transporte de petróleo e gás.
Atualmente, o fluxo na região está reduzido devido às restrições iranianas, bloqueios navais norte-americanos e apreensões de embarcações.
O Irã justifica as limitações como uma resposta direta aos ataques sofridos em seu território desde o fim de fevereiro. Autoridades militares iranianas reforçaram que o país ainda se considera em estado de guerra.
O porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, alertou que qualquer nova ofensiva contra o território iraniano receberá uma resposta ainda mais dura que as anteriores. Ele destacou que a produção de drones e equipamentos militares continuou ativa durante todo o conflito.
Além do controle do trânsito, o Parlamento iraniano já aprovou planos para cobrar tarifas de navios que utilizem a passagem, indicando que a segurança na região “não será gratuita”.
De acordo com Teerã, suas unidades de defesa e a Guarda Revolucionária seguem em alerta, tendo abatido centenas de drones e aeronaves militares ao longo das recentes operações.

