
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado realizou, nesta quarta-feira, 29, a sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF).
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O início da sessão foi marcado pelo rigor do presidente do colegiado, Otto Alencar, que advertiu os presentes sobre a necessidade de silêncio sob pena de acionamento da Polícia Legislativa.
Em seu discurso inicial, o atual advogado-geral da União buscou reduzir resistências ao declarar-se firmemente contra o aborto e negar qualquer intenção de ativismo judicial sobre o tema.
Messias também abordou os atos de 8 de janeiro, defendendo que sua atuação na época focou em pedidos de prisão em flagrante, baseados na legalidade, e não em perseguições políticas.
A oposição, representada por senadores como Magno Malta e Flávio Bolsonaro, confrontou o indicado questionando a neutralidade técnica de seus pareceres e a proporcionalidade de condenações recentes.
Críticas à legitimidade do processo também foram levantadas por parlamentares que consideram o atual ambiente político “contaminado” para a aprovação de novos ministros.
Após a análise na CCJ, a indicação deve seguir para votação definitiva no plenário do Senado ainda nesta quarta-feira, 29, onde são necessários ao menos 41 votos favoráveis.
Caso seja rejeitado, o nome de Messias protagonizará uma derrota histórica para o governo federal, fato que não ocorre em indicações à Suprema Corte desde o final do século XIX.

