
Em 2022, o PT-CE renovou os mandatos de deputado federal para José Guimarães, Luizianne Lins e José Airton Cirilo. Mas, em 2026, quase tudo mudou.
As projeções medianas estimam, para 2026, a repetição da bancada – três cadeiras -, sendo duas do PT, uma do PV e nenhuma do PCdoB.

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A ex-prefeita de Fortaleza saiu do PT; o ministro da articulação política do presidente Lula está fora da disputa e José Airton dá sinais de cansaço. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Mais ideológico, o voto de Luizianne deve acompanhá-la à Rede Sustentabilidade; pragmático, o eleitorado de Guimarães deve ser transferido, em parte, para quem ele apontar. Correto? Nem tanto.
Não é tão simples assim – nunca é. No PT, questiona-se por que petistas e simpatizantes seguiriam votando em Luizianne. Esse movimento, já explícito, pode prejudicá-la.
Guimarães passou a ser o rosto mais representativo do presidente Lula no Ceará. Mas o governo petista está em viés de baixa. O café pode estar esfriando.
Luizianne, Guimarães e José Airton têm recall alto. São muito experientes e conhecem bem a política do Ceará. Mas, como já dito acima, os tempos são outros.
O movimento de cada um
O eleitorado de Guimarães será orientado a votar no pré-candidato a deputado federal Raimundo Martins (PT). Ex-presidente da Fetraece, o sindicalista é ligado ao ministro cearense. Mas não são favas contadas.
Luizianne pode tentar o Senado pela nova casa política. Outra opção é se lançar à reeleição. Há quatro anos, ela tirou 182 mil votos. O quoeficiente eleitoral de 2026 deve girar em torno de 240 mil votos.
Já José Airton depende menos dele para renovar o mandato. Ele teve 82 mil votos na eleições passadas. Se repetir a votação, vai precisar de boas ‘buchas’ para complementar.
Novos nomes
Em 2026, uma pequena galeria de ex-secretários estaduais migrou para a disputa por cadeira de deputado federal.
É o caso de Fernando Santana (PT). Deputado estadual licenciado, foi secretário estadual de Recursos Hídricos. É ligado ao senador Camilo Santana (PT) e uma das apostas na região do Cariri.
Outra opção deverá ser Luísa Cela, ex-secretária estadual da Cultura. Ela é filha da ex-governadora Izolda Cela e do ex-prefeito de Sobral, Clodoveu Arruda, o Veveu.
Na lista também está a vice-governadora Jade Romero (PT). De volta ao partido – elegeu-se, em 2022, pelo MDB -, Jade foi secretária estadual da Proteção Social. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
É citado, ainda, o já experiente deputado federal Eduardo Bismarck (PV), ex-filiado ao PDT e ex-titular da estratégica Secretaria do Turismo do Ceará (Setur).
Chá de realidade
Feitas as apresentações, a notícia dura: a federação PT-PV-PCdoB não tem voto para eleger a quantidade de pré-candidatos acima. Sem falar em outros bons nomes, aqui não listados.
Dependendo do sobrenome do pré-candidato, o governo pode socorrer um ou outro. A base sempre sabe onde estão algumas dezenas de milhares de voto – e como consegui-los.
Mas são meros prognósticos. Muito – dependendo do caso, o decisivo -, será a campanha que vai dizer. Ninguém começa uma disputa eleito nem deseleito.
De qualquer forma, para alguns, o processo será uma boa dose de chá de realidade.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

