
Está marcado para 16 de maio próximo o lançamento oficial da pré-candidatura do ex-ministro de Lula (PT), Ciro Gomes (PSDB), ao governo do Estado do Ceará.
Será no bairro Conjunto Ceará, a Cirolândia, como um dia já foi chamada uma das maiores comunidades habitacionais da Capital. Será a partir das 9h.

Quem é Erivaldo Carvalho
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Até aqui líder nas pesquisas de intenção de voto, o tucano tem o aval do ex-governador e ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), o maior líder político do Estado que as últimas três gerações conheceram. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Antes de prosseguir: Tasso, o homem que colocou o Ceará no século XX, agora tenta, com o mesmo pupilo, mais uma façanha histórica. É para pouquíssimos.
Pois bem. Ciro será candidato a governador. E agora? Três pontos. Primeiro: a oposição poderá respirar aliviada. Até aqui, suspiros davam conta de mudança de rota de Ciro.
O cenário nacional e recenes pesquisas foram ótimos conselheiros.
Nada está definido. Nem lá nem cá. De qualquer forma, o panorama está mais próximo do ‘não trocar o certo pelo duvidoso’.
Segundo ponto: cai por terra a tese de que Ciro, indo para a disputa presidencial, aliviaria o governo, que há seis meses dava como favas contadas a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT).
A partir do dia 16, o walkover político, como muitos vaticinavam, ficará para trás, definitivamente. Com Ciro, manter-se deitado em berço esplêndido deixou de ser opção para o governo.
Para ser justo, o efeito Ciro fez bem ao governo Elmano. Há evidências de que a gestão estadual foi sacudida, politicamente. O ‘salve’ deu outro ritmo.
Tanto que o governo, além de acelerar entregas, já coleciona pontos que pretende explorar nos próximos meses. As questionáveis companhias de Ciro, por exemplo.
Terceira questão: Ciro parte na frente, antes mesmo de a base do governador e pré-candidato à reeleição definir a chapa majoritária. O funil está difícil.
O ex-ministro está certo. Esse é o timing. Embora tenha alto recall, o pré-candidato pela oposição não poderia esperar mais. Dúvida política senta à mesa.
Articulado, bem relacionado e experiente, o grupo que está no comando do Palácio da Abolição tem muito mais margem de manobra do que a oposição cirista. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Significa que Ciro e arredores empurrarem para o limite do prazo – lá pela virada de julho para agosto -, a oficialização da pré-candidatura seria entrar num cronograma desfavorável.
Quatro vezes derrotado na corrida pela presidência da República – 1998, 2002, 2018 e 2022 -, Ciro pretende fazer o caminho de volta.
Isso indica que o pré-candidato a vice-governador de Ciro – na hipótese, claro, de a candidatura tucana ter êxito -, será um mega super premium gestor.
Caberia ao virtual vice tocar a máquina cearense, enquanto Ciro flanaria pelas odes nacionais, de olho nas eleições presidenciais de 2030.
Nesse ponto, alguns olhos dos bastidores fitam o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil). Só que não é tão simples assim. O tópico merece uma edição específica da Coluna.
Por enquanto, é isso.
Bom final de semana e Feliz Dia das Mães.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


