
Pego na mentira, o pré-candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (SP), está desmoralizado e derrete nas pesquisas de intenção de voto.
Mesmo assim, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deverá seguir na disputa pela sucessão do presidente e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por quê?

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A resposta está na frase anterior: Flávio é filho de Jair. Mais do que carregar o sobrenome mais amado e odiado do Brasil, o pré-candidato tem o mesmo sangue.
Vejam que nem Michelle escapa da concepção mítica atribuída ao ex-mandatário. Testada por esses dias pelo Datafolha, a ex-primeira é vetada pelo marido.
O mesmo aconteceu com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), até aqui a melhor opção da direita brasileira para destronar Lula do poder.
Em crise, a pré-candidatura de Flávio perde força, mas Bolsonaro não quer nem ouvir falar em apontar o vice de Ronaldo Caiado (PSD-GO) ou Romeu Zema (Novo-MG).
Repetindo o que aqui já foi dito várias vezes: Bolsonaro prefere perder com Flávio do que ganhar como coadjuvante. Por isso, ele vai insistir na pré-candidatura do filho.
A não ser – isso não é impossível -, que o até agora vazamento de esgoto do Mastergate estoure de vez, com mais lama pelos carpetes de Brasília.
DISPUTA DE 1989
Nas eleições presidenciais de 1989, Fernando Collor de Melo (PRN) e Lula foram para o segundo turno; Leonel Brizola (PDT) ficou em terceiro.
O resultado foi apertado. O petista teve 17,19% dos votos, contra 16,51% do pedetista. Independentemente dos números, começava ali a vitoriosa saga de Lula e PT.
Enquanto isso, Brizola e seu PDT, que quase foram ao segundo turno, definharam, gradativamente, até perder força e cair no ostracismo.
É essa a vala comum da história para quem abre mão do protagonismo político.
Bolsonaro pai e Bolsonaro filho sabem disso.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


