
A ex-deputada federal Dayany do Capitão (União Brasil) perdeu o mandato porque o suplente do mesmo partido, Heitor Freire, teve os votos anulados pela Justiça Eleitoral. Freire cometeu crime no Fundo Eleitoral.
Mulher do ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), Dayane entrou, nas eleições de 2022, na última das 22 vagas da bancada do Ceará em Brasília. Ela tirou 54.526 votos.

Quem é Erivaldo Carvalho
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Com a anulação dos votos de Freire – ele obteve 48.888 sufrágios -, o TSE vai retotalizar os votos válidos e redistribuí-los, com base nos quocientes eleitoral e partidário.
A partir daí será possível dizer, com segurança, qual suplente será chamado para tomar posse, em Brasília, no lugar de Dayany.
Em termos simples, quociente é a quantidade de votos válidos obtida pelo candidato e partido político dividida pelo número de cadeiras da bancada.
Além dos próprios sufrágios, Dayany contou com os votos de Freire, Vanderlan Alves (53.031), Soldado Noélio (42.693) e Vaidon Oliveira (39.203) – todos do União Brasil -, entre outros.
240 MIL VOTOS
A rigor, praticamente todo deputado é eleito com a ajuda dos demais candidatos – a não ser que conquiste, sozinho, o quociente eleitoral -, algo muito raro de acontecer. São os que entram diretamente.
Há quatro anos, uma cadeira de deputado federal pelo Ceará girava em torno de 232 mil votos. A projeção é de que o piso das disputa de 2026 chegue a 240 mil.
Fontes da Coluna calculam que das 22 cadeiras cearenses em disputa, pelo menos seis serão preenchidas com as sobras eleitorais. Ou seja, em torno de 16 entrarão diretamente.
O prognóstico sofre variáveis importantes. Exemplo: se teremos grandes puxadores de voto nas chapas que estão sendo montadas e se as buchas eleitorais entregarão os votos previstos.
Quanto mais pulverizada for a votação, mais sobras existirão. Há, ainda, a quantidade mínima de votos que um candidato deve receber, para se habilitar a uma cadeira.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


