
É verdade que conquistar reeleição é menos complicado do que eleger-se pela primeira vez. Particularmente, nas condições permitidas pela legislação eleitoral brasileira.
Exemplo: o candidato ao Executivo não precisa deixar o mandato se for disputar o mesmo cargo, mas se for concorrer a outro posto, tem de se afastar.

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Talvez daí venha o bom histórico de reeleições de prefeito, governador e presidente. Tanto que as derrotas são contadas como exceções à regra.
Mas só isso não basta. Dependendo do adversário, jogar em casa significa mais pressão pela vitória. Às vezes, estádio cheio e torcida a favor ajudam, mas não resolvem a partida.
Tudo isso para dizer que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Elmano de Freitas – ambos do PT -, não são favas contadas – apesar de, em tese, serem, estatisticamente, os favoritos.
Trazendo a metáfora futebolística para as eleições de 2026: ao presidente e governador não está sendo permitido jogar parado – e não estão. Mas não podem entrar no jogo do adversário.
À oposição cabem as provocações, discursos inflamados, agitações e até denúncias, o que fazem os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PSDB) – para ficarmos apenas nestes dois.
É muito natural que seja assim, no contexto democrático e de livre escolha de nossos governantes, com a pretensa igualdade de condições, como prega a Justiça Eleitoral.
O governo detém a máquina, orçamento e diário oficial. Sem isso, a oposição tem de ir por outros caminhos, tentando desconstruir a figura de governos e seus representantes. Isso é muito justo.
O problema é quando pré-candidatos à reeleição caem no jogo de opositores. Como aqui já dito, ser puxado ou empurrado para o campo semântico do adversário não é um bom sinal.
Disputa eleitoral é feita por etapas. Queimá-las desorganiza a estratégia. A campanha de verdade ainda não começou. Vem aí uma Copa do Mundo.
Até lá, Lula e Elmano precisam botar a bola no chão. Como? Governando, fazendo as melhores entregas possíveis e massificando os resultados.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


