
Para a maioria dos brasileiros, a Copa do Mundo começa, efetivamente, logo mais às 19h deste sábado, 13, quando a Seleção Canarinho enfrenta o forte time do Marrocos, em Nova Jersey, EUA.
Por aqui, o torneio mundial de futebol puxará o freio de arrumação das pré-campanhas eleitorais, tanto nacionais quanto estaduais. O Brasil em campo vai ditar o ritmo.

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Até onde o time de Ancelotti avançar na tabela, o eleitor brasileiro estará lá, torcendo, vibrando – e dando a mínima para o quê os políticos vão fazer ou falar entre uma partida e outra.
Mas o clima de festa não será para todo mundo. Pré-candidatos, equipes eleitorais e parte da imprensa estarão com um olho na bola e outro no voto.
O governador e pré-candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), por exemplo, deverá usar o período menos frenético das articulações para tentar finalizar a chapa majoritária.
O principal opositor, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato a governador, tem desafio semelhante. Mas há diferenças entre os dois polos. Vejamos.
Atrás do tucano na média das pesquisas de intenção de voto, o petista precisa otimizar o tempo da Copa para fazer ajustes no governo e na estratégia de comunicação.
É urgente para Elmano transformar a aprovação do governo dele em potencial eleitoral. De preferência, com um rótulo que o conecte ao povo cearense. O manjado ‘governo que não para’ parece não ter dado o efeito esperado.
Já Ciro precisa não somente manter, mas tracionar mais o movimento de oposição que poderá levá-lo ao Palácio da Abolição. Parece simples, mas não é.
De novo. A Copa do Mundo vai deixar o ritmo da pré-campanha devagar, quase parando. Como o tucano vai atuar nesse período?
Ciro vai manter o ritmo – sob o risco de ficar falando para quase ninguém -, ou diminuí-lo e contratar o grande desafio da reaceleração depois do mundial futebolístico?
Ninguém sabe até onde o Brasil avança na Copa do Mundo. A final será no dia 19 de julho, véspera do início das convenções partidárias – vai até 5 de agosto.
Depois disso, não teremos mais treino nem parada técnica. Será jogo duríssimo até, no mínimo, 4 de outubro – sem direito a VAR.
E assim como o jogo Brasil x Marrocos, a disputa pelo governo do Ceará está em aberto.
Bom sábado.


