
A eleição do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE) para presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional é mais do que a escolha de um parlamentar experiente para uma função desafiadora.
A rigor, não se trata de experiência parlamentar – apesar de isso contar muito. Domingos Neto já relatou o próprio Orçamento da União, para o ano de 2020. Estava no segundo mandato.

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A aclamação do nome do cearense é, efetivamente, o resultado da força política que o partido dele atualmente exerce no Parlamento Brasileiro. O PSD é um dos integrantes do centrão. Esse é o ponto. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Cabe à CMO aprovar as amadas e odiadas emendas parlamentares – incluindo as individuais, de bancada e de comissão. É de lá que saem os critérios, limites e destinação dos recursos trilionários que ajudam o Brasil a rodar.
O relator do Orçamento, propriamente – ainda não escolhido -, é o responsável pelo relatório final. Pelo critério de rodízio entre as duas Casas, será um senador.
IMPACTOS NO CEARÁ
Ao lado do relator, Domingos Neto estará no centro das atenções, com poderosa caneta na mão.
O deputado cearense ajudará a construir decisões que facilmente somarão dezenas de bilhões de reais para o ano que vem.
Aqui cabe lembrar que a política é feita – também -, de simbolismos. Isso significa que o PSD de Domingos Filho ganha tração extra na reta final da montagem da chapa governista no Estado.
Alguém poderia argumentar que são questões distintas, que Brasília é uma dinâmica, por aqui é outra, etc e tal. Acreditem: não é.
Nunca na história desse País o que acontece no Planalto Central teve tanta relação direta e desdobramentos na política regional e local.
DINHEIRO NA VEIA
Para além do simbolismo, Domingos Neto tem bom histórico de envio de emendas parlamentares para o Ceará. Especialmente, para a região dos Inhamuns, sua principal área de influência política no Estado.
Na cotação do dia, o partido presidido no Ceará por Domingos Filho, pai do deputado, deverá indicar o nome a vice do governador e pré-candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT).
Como de praxe, a próxima gestão estadual cearense receberá recursos orçamentários federais – carimbados e enviados por deputados, em bloco ou individualmente.
Se é dinheiro na veia, Domingos Neto estará com uma das seringas. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
DEPOIS DAS ELEIÇÕES
A Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027, formatada no âmbito da CMO, será um dos últimos atos do Congresso, antes do recesso de final de ano. A finalização se dará depois das eleições presidenciais.
Começa, portanto, no colegiado presidido pelo parlamentar do PSD-CE, a peça orçamentária com os primeiros sinais de como será a gestão do próximo inquilino do Palácio do Planalto.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado
