
Liderança maior do PSB-CE, o senador Cid Gomes afirma manter o compromisso de ampliar a presença do partido na Câmara dos Deputados.
A posição do ex-governador está na base do acordo com o deputado federal Júnior Mano (PSB), lançado por Cid ao Senado na chapa governista.

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Para além do louvável gesto de Cid – algo atualmente em extinção na política brasileira -, a decisão impacta, negativamente, o projeto de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT).
Tanto isso é verdade – e aqui esse dado já entra como primeiro argumento -, que o próprio Elmano e o senador Camilo Santana (PT) insistem na presença de Cid na composição.
DIFERENÇA ABISSAL
Respeitado e com raro talento político, Cid puxaria para cima a chapa governista. Não por menos é líder consolidado de intenções de voto para mais oito anos no Senado.
A comparação com Júnior Mano é inevitável. A diferença é abissal. Cid ajudaria na reeleição de Elmano.
Já Mano, pelo contrário. Dá para dizer, sem medo de errar, que se trata da troca de um balão por uma pedra.
O parlamentar tem nas costas uma mira do Supremo Tribunal Federal. Ninguém sabe o que poderá acontecer. Simples assim.
Talvez aí esteja, inclusive, a insistência do deputado federal em tentar ser senador.
A Casa para onde pretende ir é o único campo de batalha onde os senhores togados não podem tudo.
ELMANO E CAMILO
Há tratativas de Elmano e Camilo com Mano, para dissuadi-lo da pré-candidatura ao Senado. O desfecho é incerto.
O certo mesmo é que a saída de Cid e possível entrada de Mano na chapa reduz as chances de o governo fazer pelo menos um senador.
Aqui já foi dito que a recandidatura de Cid prejudicaria as pretensões do também pré-candidato Eunício Oliveira (MDB).
Agora, o contrário pode acontecer. Ou seja, com, possivelmente, Mano e Eunício, o emedebista passa a ser o favorito entre os nomes ungidos pelo Palácio da Abolição.
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