
Ainda repercutem, em todo o Brasil, os longos vídeos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) contra os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL), a presidente, e Ciro Gomes (PSDB), a governador.
São falas específicas, mas com pontos em comum. Um deles é a medição de força política dentro e fora do PL, respectivamente, com o enteado e o presidente do partido no Ceará, André Fernandes.

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Os gritos de Michelle contra a dupla são sintomáticos de quem foi escanteada e hoje, além de contrariada, isolada. Entretanto, deixemos de lado as mágoas pessoais e vamos cuidar dos desdobramentos eleitorais.
Esse é o ponto. As eleições de outubro serão polarizadas. As últimas pesquisas apontam intenções de voto consolidadas na direita e na esquerda.
Entre um polo e outro, há uma larga faixa, que vai da centro-direita à centro-esquerda, passando pelo centro, propriamente. É para onde todos olham.
É esse eleitorado, flutuante, que boia para lá e para cá, ao sabor dos fatos recentes, a faixa responsável pela oscilação de pré-candidatos, dentro ou mesmo fora das margens de erro. Inclusive – isso é muito importante -, é esse o público que determina as faixas de aprovação, desaprovação e rejeição.
É para esse eleitor que o presidente Lula (PT) e pré-candidato à reeleição tenta falar; Elmano de Freitas (PT), idem. É o que também fazem Flávio e Ciro. Todos sabem que é esse o eleitor que vai decidir.
Aqui entra o cidadão e a cidadã impactados pelos vídeos de Michelle, com declarações incômodas e/ou constrangedoras para Flávio e Ciro.
Aqui entra, também, o escândalo Master/Vorcaro, que recentemente derrubou Jaques Wagner (PT) da liderança do governo no Senado, depois de tirar pontos de Flávio.
Por que não citar o eleitor cearense? Mesmo quem não se liga muito em política vai, grosso modo, pesar e medir as críticas e propostas da oposição à gestão Elmano versus resultados da administração petista no Estado.
De novo. Será nesse campo de batalha simbólico, sobre corrupção e coerência política, por exemplo, por onde se desenharão vitórias e derrotas neste ciclo político-eleitoral.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado



