
Uma das chapas mais competitivas para deputado federal nas eleições de 2026 no Ceará, a Federação União Progressista – Partido Progressista (PP) e União Brasil -, mira na conquista de quatro cadeiras.
Numa projeção mais pé no chão, o grupo deverá chegar a três assentos, conforme admitem fontes do grupo político – dependendo das variáveis que entrem no processo – detalhes no final do texto.

Quem é Erivaldo Carvalho
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Primeiramente, vamos aos nomes mais cotados. Todos da lista são veteranos na Câmara dos Deputados.
Na cotação do dia, a federação renovaria os mandatos de Danilo Forte e AJ Albuquerque (os dois do PP) e de Moses Rodrigues e Mauro Filho (ambos do União Brasil).
Cada um do quarteto parlamentar acima estaria trabalhando com a marca média de 120 mil votos, com a boa possibilidade de um ou outro furar o teto.
NO BICO DO LÁPIS
Projeções do mercado eleitoral cearense indicam que a cota para deputado federal nestas eleições chegará a 240 mil votos.
O chamado quoeficiente eleitoral é a divisão da quantidade de votos válidos pelo número de cadeiras por Estado – 22, no caso do Ceará.
Numa conta simples, Mauro, Moses, AJ e Danilo podem girar em torno de até 600 mil votos, segundo as melhores projeções – o que renderia duas cadeiras e uma boa sobra.
Nas eleições de 2022, a votação deles foi a seguinte: AJ: 155.456 votos; Mauro: 135.038 votos; Moses: 113.294 votos, e Danilo: 88.470 votos. No total, os quatro tiraram 492.258 sufrágios.
Isso significa que a Federação União Progressista (UP) precisa de candidatos intermediários, que agreguem votos à chapa.
Nesse sentido, o grupo dispõe de poucas opções. Os nomes mais citados são Soldado Noélio, Carlos Matos e Dayany Bittencourt.
O trio é do União. Num cenário muito positivo, a votação dos três mais ajuda de outros pré-candidatos menos expressivos da federação poderão resultar na conquista de uma cadeira.
SOBRAS DEFINIRÃO BANCADA
Daí o raciocínio de que Moses, Mauro, Danilo e AJ juntos podem fazer de duas a três cadeiras, e que somados a Dayany, Noélio e Carlos podem alcançar entre três a quatro mandatos.
Lembrando que, como aqui já dito, as sobras eleitorais serão muito bem disputadas em 2026. Além do UP, dependem delas o PSD, PL, PSB, PDT, PT e MDB.
Outro problema para a federação foi a ida de Fernanda Pessoa, ex-União Brasil, para o PSD. A filha do prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PSD), tirou 121.469 votos nas eleições passadas.
VARIÁVEIS
O cenário na UP estaria dependendo de pelo menos dois fatores.
Um deles seria a decisão sobre o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União), disputar uma cadeira de deputado federal, em vez de ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Ciro Gomes (PSDB).
Outra situação seria Capitão Wagner (União) também se candidatar a deputado federal e não a senador.
Experientes e com recalls invejáveis, Roberto e Wagner são apontados como dois grandes puxadores de voto nas eleições deste ano. Isso poderia alterar a lista de eleitos.
Fontes ligadas à oposição, porém, rebatem a hipótese e reafirmam Wagner para o Senado e o ex-prefeito para vice de Ciro.
Caso confirmada a projeção, Dayany, esposa de Capitão, será candidata a deputada federal.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado
