
Por força da legislação eleitoral, agentes públicos estão sujeitos, a partir deste sábado, 4, a uma série de restrições. Atenção: as regras não se aplicam apenas a pré-candidatos.
A três meses do primeiro domingo de outubro – quando ocorre a votação de 1º turno -, os políticos quem estiverem no jogo eleitoral não podem participar de inaugurações nem contratar shows. Esta é a parte mais visível.

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Nomeações e exonerações também estão vedadas, assim como transferência de recursos, publicidade institucional e pronunciamento em rádio e TV – salvo as exceções de praxe.
Quem não seguir as regras à risca fica sujeito a multas e, no limite, ter o registro da candidatura ou diploma cassado. Essa foi a condição para candidatos à reeleição não precisarem deixar o cargo.
E por que a corrida eleitoral, a partir de agora, muda de patamar?
Porque, na essência, a disputa fica menos desigual. Ou como prefere dizer a Justiça Eleitoral, os participantes do pleito ficarão em igualdade de condições.
Mas há outros elementos. Habituados à exposição massiva, os pré-candidatos do Executivo, por exemplo – até hoje com mecanismos vantajosos à disposição -, terão de se adaptar à nova realidade.
Acreditem: isso pode ser positivo para os governistas. Campanha à reeleição é muito mais do que fazer entregas, mexer na folha de pessoal ou repassar dinheiro.
Num tempo em que a política pulsa muito mais no ambiente digital, formando ondas de engajamento, alimentando o debate e decidindo voto, muitas das restrições devem ser relativizadas.
Governos mostrarem o que estão fazendo é mais do que pré-campanha. É dever do ente público, previsto em lei. Muito de preferência de forma transparente e isenta.
A partir de hoje, sem as muletas, os governos em geral terão de aprender a caminhar sozinhos. A oposição faz isso há muito tempo.
Bom final de semana – menos para o Haaland.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado
