
Vendido a peso de ouro por agências de comunicação, o conceito de mídia espontânea é o céu de brigadeiro de qualquer agente desse mercado.
Em linhas gerais, trata-se de inserções de clientes no noticiário dos veículos, como o nome diz, sem a necessidade de tratativas comerciais.

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O privilégio é para poucos. Particularmente, num tempo em que o cenário é de muita pulverização de meios, plataformas, marcas e produtos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Na gestão pública não é diferente. A mídia espontânea pode acontecer pelo critério de interesse público – um dos parâmetros da cobertura jornalística.
O maior ativo da imprensa é a relevância, o que leva meios de comunicação a publicarem conteúdos que impactem a vida das pessoas.
A prestação de serviço, por exemplo, é muito recorrente na pauta da imprensa. Principalmente, em assuntos próximos à audiência, dito de forma didática.
CAMPANHAS ELEITORAIS
Em campanhas eleitorais, a cobertura não cessa, mas tudo precisa ser pesado e medido de forma muito mais sensível.
Sem isso, a pauta pode sair da prestação de serviço de interesse público, propriamente, e resvalar na propaganda dos mandatários de plantão.
Isso serve também para grupos de oposição. Por vezes, a cobertura precisa traduzir para o grande público como essa ou aquela proposta poderá impactar no dia a dia do eleitor.
Por isso e voltando ao título desta Coluna, há dois fatores que estão no cerne dessa questão. O primeiro é o já exposto acima.
CLIQUE-A-CLIQUE
O segundo é a força que o público em geral tem quando se apropria de determinadas bandeiras – de novo, pode ser do governo ou da oposição.
No geral, isso acontece quando seu efeito já conhecido ou expectativa cria sentimento de pertencimento – algo muito próprio, inclusive, dos ambientes digitais.
Na prática, pode ser uma política de governo que caiu no gosto da sociedade ou uma proposta da oposição que criou fortes vínculos com potenciais eleitores.
Tanto num caso como no outro, o melhor marketing do mundo é um cliente/eleitor satisfeito falando bem de você. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Quando isso vira onda, as vendas explodem; o candidato é eleito.
Veja que não é sobre dinheiro. É sobre o milenar efeito boca-a-boca – ou, para atualizarmos o bordão, efeito clique-a-clique.
Resumindo, a estratégia de comunicação política mais confiável é a orgânica. A melhor propaganda é do tipo que não se compra.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado
