
A semana política termina com pelo menos dois fatos importantes, que dizem respeito, diretamente, à disputa eleitoral no Ceará.
O primeiro: Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, desistiu da pré-candidatura à Presidência da República.

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Fato 2: o pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), tem agenda, nesta sexta-feira, 10, no Estado.
O até agora herdeiro direto do bolsonarismo vem prestigiar o pré-lançamento de Alcides Fernandes (PL) ao Senado.
Alcides é pai de André Fernandes, presidente do PL-CE, principal cabo eleitoral de Ciro Gomes (PSDB).
Com Aécio fora da disputa, Ciro fica sem palanque oficial, o que poderia abrir caminho para declaração de apoio a Flávio.
Melhor: poderia ir ao evento do PL, principal fiador da candidatura dele ao Palácio da Abolição.
Não esperem nada disso. Não há qualquer indício de que o tucano se deixe filmar ao lado do filho do ex-presidente.
Ainda mais depois que ele, Ciro, virou pivô da crise entre Flávio, André e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Esse ponto é relativo. Michelle está praticamente fora do baralho. A ida de Ciro ao evento dos Fernandes poderia ser a pá de cal.
Mas Ciro não vai porque é tudo que os governistas gostariam de ver.
Flávio apoia Alcides, que apoia Ciro, que não apoia Flávio. Mas, politicamente, não dá para dizer se Ciro faz certo ou errado em se blindar contra o bolsonarismo – pelo menos, nacional.
Quem vai dizer isso é o próprio PL e o eleitor cearense.
Por enquanto, o cálculo político do tucano passa pela atração do flutuante eleitorado de centro. Colar no Flávio é antiestratégico.
O pré-candidato do PSDB já terá de carregar, ao longo da campanha, a pecha de bolsonarista.
Ele não precisa facilitar a vida dos governistas.
Bom final de semana.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado
