
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira, 10, um papel ativo do Estado em setores estratégicos da economia nacional.
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Durante reunião no Palácio do Planalto sobre minerais críticos, o petista criticou a privatização da Eletrobras e questionou o histórico de desestatização da mineradora Vale.
Lula argumentou que o crescimento da Vale nas últimas décadas foi impulsionado pela demanda chinesa, e não pela gestão privada.
Ele defendeu que empresas de interesse nacional devem seguir o modelo da Petrobras, mantendo capital aberto na Bolsa de Valores, mas sob o controle decisório do governo federal.
A gestão federal planeja utilizar as reservas de minerais estratégicos, como o lítio e o nióbio, para atrair polos industriais de alta tecnologia.
O objetivo central é transformar o Brasil em um centro de processamento e inovação, deixando de ser apenas um exportador de matéria-prima bruta para o mercado global.
Atualmente, o Senado analisa um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos, ampliando a fiscalização pública sobre esses ativos.
Apesar do entusiasmo do governo, representantes do setor privado manifestam preocupação com possíveis inseguranças regulatórias que podem afastar investidores estrangeiros da cadeia produtiva.
