
Ainda pairam dúvidas pontuais sobre as duas principais chapas majoritárias que disputarão o controle do governo do Estado a partir de janeiro de 2027.
As atenções se voltam, de um lado, para a dupla que concorrerá ao Senado e, do outro, quem será o candidato a vice-governador. O que vale mais?

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Depende do ponto de vista. Vice-governador, particularmente no caso do atual e pré-candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), pode ser a chance de disputar o posto, em 2030. É tentador.
Senador não fica atrás. É ir para o céu sem morrer. São oito anos de muito prestígio político, mordomias e várias eleições até 2035 – quando termina o mandato que começa no ano que vem.
Senadores, dificilmente, saem de cena. Vejamos os três atuais que exercem mandato pelo Ceará – Camilo Santana (PT), Cid Gomes (PSB) e Eduardo Girão (Novo).
ÚLTIMOS VICES
No governo Cid 1, o vice era Professor Pinheiro; no segundo, Domingos Filho (PSD). Os dois governos Camilo tiveram Izolda Cela (PSB). A atual vice é Jade Romero (PT).
Com as exceções de praxe, estes políticos tiveram dificuldades para se manter em evidência pós-mandato. Se recuarmos para governos anteriores a Cid, o retrospecto não é muito diferente.
Talvez por isso os principais personagens, mesmo não admitindo, publicamente, tratem a disputa ao Senado como a mais importante e a Vice-Governadoria como algo secundário.
CIRO E ELMANO
A disputa de 2026 promete alterar essa lógica, se depender do pré-candidato Ciro Gomes (PSDB).
O tucano já adiantou que, na hipótese de eleito, não pretende disputar reeleição – a ideia seria retornar ao cenário nacional.
O candidato a vice na chapa do PSDB, portanto, já olhando para as eleições de 2030, deve ser de extrema confiança.
Já o companheiro de chapa de Elmano deve sair do PSD – na cotação do dia, Domingos Filho, que não esconde o sonho de governar o Estado.
Eis as dúvidas cruéis de ambos os lados.
Arriba, Yamal!
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