
O bloco político controlador do governo do Estado acerta ao lançar o senador Cid Gomes (PSB) à reeleição. O deputado Júnior Mano (PSB) será primeiro suplente.
A decisão, avalizada pelo presidente Lula (PT) e alto escalão petista cearense – governador Elmano de Freitas, senador Camilo Santana e ministro José Guimarães – fortalece o projeto de reeleição ao atual chefe do Executivo. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem é Erivaldo Carvalho
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Cid está nas cabeças de todas as pesquisas ao Senado. É engenhoso, politicamente, – desfruta de respeito público e, o mais importante: tem voto.
Mas não é só isso – o que já é muito. Ao selar a pré-candidatura à reeleição, o senador coloca os dois pés na campanha à reeleição de Elmano, estabelecendo aliança estratégica, embora pragmática, com Camilo.
IMPACTOS NA OPOSIÇÃO
A recandidatura de Cid ao Senado gera uma reposta pronta e acabada sobre ele não votar no irmão e provável candidato a governador, Ciro Gomes (PSDB): ‘Ele também não vota em mim’.
A oposição vinha precificando a decisão do governo em lançar Cid – embora aves de agouro apostassem no racha dele com Camilo. Agora, é mitigar o impacto.
No contra-ataque, uma fonte lembrou à Coluna que o então senador Tasso Jereissati (PSDB) era franco favorito em 2010 e não foi reeleito.
Outra linha ventila que Cid será candidato e até poderá ser eleito, mas o senador será Júnior Mano. A fonte não quis detalhar.
Já governistas afirmam que Ciro tem recall incontestável e é competitivo, mas foi Cid quem passou as últimas duas décadas fazendo política no Ceará.
Os dois lados podem ter razão, mas somente a campanha eleitoral, propriamente, dirá que influência os fatores acima terão na cabeça do eleitor.
LULA DESCOLA
A notícia de Cid ao Senado chega acompanhada da última rodada de pesquisa Quest.
O instituto aponta o presidente da República na liderança, com 40% das intenções de voto. O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) tem 28%.
No segundo turno, o petista também segue liderando – a diferença passou de 6 para 8 pontos percentuais – 45% a 37%.
Pela primeira vez desde 2025, Lula tem mais aprovação do que desaprovação: 48% a 47%. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
São números animadores – no Ceará, o recorte é historicamente melhor do que o cenário nacional.
Por isso, governistas estão cada vez mais convencidos de que o caminho é colar Ciro em Flávio e Flávio em Ciro. Errados não estão.
“¡A por ellos, Argentina!”
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