
A indústria de carne bovina do Brasil enfrenta um cenário de alerta com a drástica redução da demanda chinesa em 2026.
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Segundo a Abiec, a imposição de cotas unilaterais por Pequim deve resultar em um recuo de pelo menos 700 mil toneladas nas exportações brasileiras para o país asiático.
Diante da falta de mercados substitutos à altura, a maioria dos frigoríficos está operando no vermelho.
Para tentar equilibrar as contas, as empresas têm adotado medidas drásticas como demissões, férias coletivas e a redução no ritmo de abates em todo o país.
Ao mesmo tempo, o setor articula com o governo federal o banimento do uso de antimicrobianos no rebanho para atender às exigências da União Europeia.
Embora o bloco europeu represente apenas 5% das exportações, ele é considerado um mercado estratégico de alto valor agregado e fundamental para a reputação global do produto.
O presidente da Abiec, Roberto Perosa, destacou que o mercado doméstico absorve 70% da produção, mas são as vendas externas que garantem a margem de lucro.
A entidade busca uma solução rápida junto ao Ministério da Agricultura para evitar novos bloqueios e estabilizar a saúde financeira da cadeia produtiva.
