
A nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos elevou para 37,5% a sobretaxa total sobre diversos produtos industrializados do Brasil.
Siga o PODER NEWS no Instagram
O governo americano justifica a medida alegando supostas falhas brasileiras na fiscalização e proibição de produtos feitos com trabalho forçado.
Setores produtivos, como a indústria de máquinas e equipamentos, projetam uma queda de até 11% nas exportações para o mercado norte-americano.
Associações como a Abimaq e a Amcham defendem que o Itamaraty priorize a via diplomática, temendo que uma retaliação imediata prejudique ainda mais os negócios.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) alerta que a aplicação da Lei de Reciprocidade pode agravar as tensões e encarecer os custos para consumidores e empresas.
Os industriais sugerem que o governo foque na ampliação da lista de produtos isentos e na criação de missões para internacionalizar as cadeias produtivas.
O Palácio do Planalto, por sua vez, classificou a medida como arbitrária e anunciou que pretende levar o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Apesar da pressão do setor privado por cautela, o governo federal já iniciou os trâmites para acionar mecanismos de defesa comercial previstos em lei.
