
A confiança da indústria brasileira registrou em julho sua maior queda em dez meses, atingindo a marca de 97,2 pontos.
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Segundo dados da FGV divulgados nesta quarta-feira, 29, o recuo de 2,9 pontos reflete uma deterioração tanto na percepção do presente quanto nas expectativas para os próximos meses.
O Índice de Situação Atual, que mede o sentimento imediato dos empresários, caiu para 99,9 pontos em meio a um movimento de recomposição de estoques.
Apesar da redução pontual na demanda, o patamar ainda é considerado satisfatório para o setor de bens de consumo duráveis.
Já o indicador de expectativas recuou para o menor nível desde dezembro, fixando-se em 94,6 pontos.
O economista Stéfano Pacini destaca que esse resultado é reflexo direto da instabilidade gerada pelas novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
O cenário acende um alerta para o restante do ano devido ao aumento das incertezas ligadas ao período eleitoral.
Para os especialistas do FGV IBRE, a combinação de tensões comerciais externas e debates políticos internos pode elevar a cautela dos investidores no setor.
