
Foi, exatamente, com essas palavras, que um leitor da Coluna fez a provocação acima. Resposta ao interlocutor: mudaria muita coisa – principalmente por aqui.
Isso mesmo. Uma vez na chapa do candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), a deputada federal poderia ser ativo político para o bolsonarismo – cearense e nordestino, pelo menos.

Quem é Erivaldo Carvalho
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A possibilidade foi requentada, neta terça-feira, 28, pelo jornal Folha de S.Paulo. Lá, a vereadora licenciada – foi a mais votada em 2024 – é lembrada como evangélica, jovem e mãe.
O principal trunfo de Priscila estaria, no entanto, na forte relação que mantém com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Nessa condição, a parlamentar seria uma espécie de embaixadora política em redutos de Michelle, nos quais Flávio tem dificuldade de diálogo.
NOVO NORDESTE
O coordenador da futura campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN) vem defendendo que a candidata a vice seja uma mulher.
A tese do potiguar é simples, mas certeira: Flávio perde feio entre as mulheres ante o presidente e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Isso, associado ao fato de haver mais mulheres do que homens no eleitorado, transformam elas no novo Nordeste.
Ninguém ganha a guerra eleitoral sem vencer a batalha de gênero.
IMPACTOS NO CEARÁ
A avaliação média dos que rondam a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) está dividida sobre a hipótese de Priscila ser vice de Flávio.
Os defensores da ideia dizem que a chapa fortaleceria não somente o nome do presidenciável no Estado e no Nordeste, mas também seria relevante indutor na corrida proporcional.
Priscila foi rifada para o Senado e assumiu pré-candidatura à reeleição na Câmara dos Deputados, com boas chances de renovar o mandato;
Isso significa que ela na vice presidencial abriria, teoricamente, uma cadeira a mais para a futura bancada do PL-CE em Brasília.
Mas há quem avalie que Priscila na vice jogaria mais holofotes – inclusive, nacionais -, na corrida ao governo do Estado, pressionando Ciro a assumir a candidatura de Flávio.
E, como se sabe, esse é um dos riscos políticos que o tucano não quer correr.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.
