
Ganha disputa eleitoral quem melhor vende ideias de futuro. Isso serve para pleitos majoritários – governadores e presidente – e legislativos em geral.
Repisar o presente ou estacionar no passado é o primeiro passo para ser atropelado. Histórias criam boas memórias. Mas o protocolo cansa e afasta o eleitor.

Quem é Erivaldo Carvalho
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Alguém nestas eleições está se perguntando como será o Ceará e o Brasil daqui a quatro ou oito anos? Quem conseguir acessar esse imaginário vai fisgar corações e mentes.
Nesse sentido, governo e principal grupo de oposição no Estado estão devendo.
O governo Elmano de Freitas (PT) está muito preso a entregas que consegue realizar. Por isso tem dificuldades em transformar resultados de gestão em pacto político para mais quatro anos.
Na média geral, Elmano precisa de menos governo e mais liderança.
Percebendo o vácuo, aliados do candidato Ciro Gomes (PSDB) recorrem à biografia do tucano, exaltando características que fariam dele um bom governador.
Para isso, o tucano tenta diagnósticos mais ou menos eficientes, seguidos de fórmulas resolutivas.
Percebem que Ciro é menos cerimosioso e adota linguagem muito mais próxima da realidade das pessoas?
Entre um e outro, vai ganhar a queda de braço quem conseguir enxergar e elaborar conexões com o futuro do eleitor.
O OCASO DO MDB
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) faz parte da história do mais recente período de redemocratização do Brasil.
Feito o reconhecimento, vale o registro de como passou praticamente batido o resultado da última convenção nacional do partido.
Reunida virtualmente, na última segunda-feira, 27, a sigla decidiu que não terá candidato a presidente da República.
Também ficou definido que a legenda não subirá no palanque de nenhum postulante ao Palácio do Planalto.
Mais uma vez, o MDB de outrora grandes nomes da política brasileira vai focar em interesses estaduais – também está de olho no Congresso Nacional.
Levante a mão quem ficou surpreso com qualquer uma das resoluções da agremiação.
O cenário de quase invisibilidade emedebista mostra como a força política do grupo está cada vez menos relevante.
É assim que partidos morrem.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.
