
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) fez, neste sábado, 1º, diagnósticos críticos das principais áreas do governo Elmano de Freitas (PT) e propôs soluções para as respectivos setores.
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A longa fala do tucano – durou cerca de 50 minutos -, foi apoiada por discurso escrito, projetado em telas à frente do candidato. “É um documento, que eu quis deixar formalizado”, justificou.
As declarações de Ciro ocorreram durante lançamento da candidatura dele ao governo do Estado. Para vice será o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil).
Do mesmo partido de RC, Capitão Wagner concorrerá a uma das vagas ao Senado. A outra cadeira será disputada pelo deputado estadual Alcides Fernandes (PL).
“ALIANÇA PLURAL”
“Sem uma aliança política plural e poderosa nós jamais conseguiremos remover um grupo que se apossou de todos os instrumentos do poder”, declarou o candidato, ao justificar a aliança com União Brasil e PL.
Presidido no Ceará por André Fernandes, o PL é o partido do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro. União e PL formaram federação, cujo apoio a Ciro está judicializado.
“Caráter, coragem e espírito público é o que une esse time. E é o que está faltando na política do Ceará e do Brasil”, reforçou o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), numa fala antes de Ciro.
“Um pequeno grupo sequestrou o poder em proveito próprio”, disse Ciro, referindo-se à aliança política que controla o Executivo Estadual.
Para o candidato do PSDB, o lema da campanha “unir para mudar” é baseado na atual situação do Estado, que para ele parou de crescer, ficou inseguro e deixou de ser modelo de gestão pública para o Brasil.
NOVA FACÇÃO
O candidato a governador disse que no governo Elmano, o Ceará “virou refém de um pequeno grupo que sequestrou o poder em proveito próprio”.
“Entregaram as chaves das nossas cidades ao crime organizado. As chaves dos cofres públicos a todo tipo de assaltante e aves de rapina”, declarou o tucano.
E prosseguiu: “Além de não ter conseguido vencer as facções, longe disso, entregou nosso estado a elas, terminaram, nesse grupo, se transformando, eles mesmos, em uma dessas novas facções no Ceará”.
ECONOMIA E SAÚDE
Ciro citou casos de empresas que estão deixando o Ceará, nos últimos meses e anos, e citou os riscos do fim do incentivo fiscal, no bojo da reforma tributária.
O tucano também criticou desafios na área da saúde. Ele citou fechamento de hospitais e criticou o fim da meritocracia na gestão dos equipamentos.
OUTRAS NOTAS
– No vídeo de abertura da convenção, foram citados os cearenses Rachel de Queiroz, José de Alencar, Chico Anysio e Raimundo Fagner.
– Antes do discurso de Ciro, uma animação, aparentemente produzida por IA, fez um rápido relato de pontos biográficos do candidato a governador.
– Com exceção dos ainda não divulgados nomes que concorrerão a suplente de senador, a chapa majoritária encabeçada por Ciro é composta integralmente por homens.
– Na convenção, houve fala conjunta de Emília Pessoa, Dra. Silvana e Dayany do Capitão. As três são candidatas a deputada. Mulher de Ciro, Giselle Bezerra falou na reta final do evento.
– Ciro citou o que chama de “feminismo vazio” na base do governo do PT. Para ele, há omissão na questão do feminicídio no Estado. “Feminismo da boca pra fora”.
– “A Federação das Indústrias, que deveria protestar, está calada”, afirmou o candidato do PSDB, sobre o fechamento de empresas no Interior do Estado.
