
Ao oficializar, neste domingo, 2, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, o PT vai para décima disputa ao Palácio do Planalto. Não será a mais fácil, mas também não será a mais difícil.
Das nove edições anteriores, o PT com Lula venceu três – agora tenta a quarta vez -, e ganhou duas com Dilma Rousseff. Ao todo, cinco vitórias.

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Do lado debaixo do cartel petista, há, nessa sequência, uma derrota para Fernando Collor, duas para Fernando Henrique Cardoso e uma queda para Jair Bolsonaro – aqui com Fernando Haddad.
Por que esse histórico é importante? Porque mostra a construção de um líder político incontestável – maior do que o próprio partido.
Lula sempre foi criticado por não deixar nascer na centro-esquerda outros personagens de expressão e força nacional. Mas foi, exatamente, por isso, que ele chegou até aqui.
Vejamos o PSDB, único, de longe, páreo do PT, na linha do tempo acima. Depois de FHC, o bastão foi passado para José Serra, Geraldo Alckmin e, por fim – sem trocadilho -, para Aécio Neves. Deu no que deu.
Vendo por outro lado. Se, em 1989, não tivesse sido Lula, e sim Leonel Brizola (PDT), disputado com Collor o segundo turno presidencial, a história poderia ter sido outra.
FIM DE UM CICLO
Como dito no título, a disputa presidencial deste ano não será a mais difícil para o PT. Por óbvio, as piores foram as derrotas de 1989, 1994, 1998 e 2018.
Flávio Bolsonaro (PL), principal herdeiro do bolsonarismo, é o nome que mais se aproxima de ameaça real à reeleição de Lula, mas enfrenta dificuldades. Os demais nomes são inexpressivos.
A disputa de 2026 para o PT não será, portanto, a mais difícil menos pela aprovação do atual governo e mais pela falta de adversários à altura.
Mas vamos aguardar. O mais concreto, até agora, é que Lula entra na disputa pela última vez. É o começo do fim de um ciclo.
Mas essa é outra história, que será construída a partir do dia 16 de agosto, quando começar a próxima campanha eleitoral. Ou – quem vai dizer é o eleitor -, a partir do dia 1º de janeiro de 2027.
Boa semana.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.
