
O endividamento das famílias brasileiras atingiu 82% em julho, o maior patamar da série histórica, segundo a Pesquisa Peic da CNC.
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Apesar da alta no número de pessoas com dívidas, a parcela de famílias com contas em atraso caiu ligeiramente para 29,8%.
O cartão de crédito permanece como o principal vilão do orçamento, sendo responsável pelas dívidas de 85,3% dos consumidores.
Em média, os lares brasileiros comprometem quase 30% de sua renda mensal com o pagamento de prestações e empréstimos.
A situação é mais crítica entre as famílias de baixa renda, onde o endividamento chega a atingir quase 85% das residências.
Especialistas alertam que a recuperação do poder de compra será gradual, dependendo da continuidade da queda da taxa de juros Selic.
A CNC projeta que o endividamento deve continuar subindo nos próximos meses, podendo chegar a 82,6% em setembro.
A expectativa é que a flexibilização da política monetária ajude a aliviar o orçamento doméstico a longo prazo.

