
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, restabeleceu nesta quinta-feira, 13, a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL).
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A medida foi necessária após o parlamentar aparecer indevidamente como filiado ao partido Missão, o que impedia o registro de sua candidatura à Presidência.
O partido Missão afirmou publicamente ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta e informou que tentou cancelar o registro sem sucesso.
A legenda ressaltou que não houve consentimento para a inclusão do nome do senador em seus quadros partidários.
Em nota oficial, o TSE esclareceu que a irregularidade não foi fruto de um ataque hacker ao sistema da Corte.
Segundo o tribunal, os dados foram inseridos por meio da utilização indevida da plataforma de registro por alguém que possuía informações sigilosas do cadastro da legenda.
Diante da gravidade do episódio, o ministro Nunes Marques enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para a adoção de medidas cabíveis.
O magistrado também determinou a abertura de um inquérito policial para identificar e punir os responsáveis pela manipulação dos dados eleitorais.

