
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 14, que o governo consultará o setor produtivo antes de decidir pela aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos.
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A medida é uma resposta ao recente aumento de até 37,5% nos impostos de importação impostos pela gestão de Donald Trump a produtos brasileiros.
A oitiva de empresários brasileiros e estrangeiros visa mapear os possíveis impactos de eventuais contramedidas comerciais.
Segundo Durigan, o governo agirá com cautela e responsabilidade para garantir que qualquer ação preserve a competitividade nacional sem gerar novos prejuízos à economia.
O governo brasileiro oficializou a abertura do processo de reciprocidade nesta quinta-feira, 13.
A legislação, aprovada por unanimidade no Congresso no ano passado, permite que o Brasil responda a barreiras unilaterais com a imposição de novos tributos ou a suspensão de isenções para produtos norte-americanos.
Washington justifica a sobretaxa alegando práticas comerciais desleais e supostas falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado.
O Palácio do Planalto rebate as acusações e reforça que as retaliações brasileiras, se adotadas, deverão ser aplicadas na mesma proporção do dano econômico causado aos exportadores do país.

