
Presidente e candidato à reeleição, Lula (PT) abriu a campanha dele prometendo prender líderes do crime organizado. Flávio Bolsonaro (PL) criticou a política de segurança do governo federal.
A nacionalização do tema deverá impactar a briga eleitoral entre o governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), e o principal opositor, Ciro Gomes (PSDB).

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É justo que a oposição, tanto em nível de País quanto Estado, pergunte por que só agora os governos Lula e Elmano dizem que vão fechar o cerco contra facções criminosas.
Ou, para quem defende que os governos há muito tempo já fazem o dever de casa, por que o gargalo não foi pelo menos mitigado, depois de tantos anos de atuação.
Se Flávio e Ciro conseguirem apresentar um plano que pareça palpável e factível aos olhos do eleitor, Lula e Elmano terão sérios problemas nesta campanha.
Os governos Lula e Elmano têm essas questões a responder. É um grande passivo descoberto. Flávio e Ciro tiraram, tiram e vão tirar proveito político e eleitoral desse gargalo.
Não por menos a segurança pública está nas cabeças de qualquer pesquisa de intenção de voto e é o quê, na média, justifica o sentimento de mudança.
Sentimento este que a oposição fermenta com discurso do medo e promessa de libertação.
CAMPANHA É PLANEJAMENTO
Com o início oficial da disputa, neste domingo, 16, vamos destacar a falta de planejamento como o que de pior pode acontecer a um candidato.
Sem planejamento, a campanha fica desorganizada ao ponto de não se ter sequer uma base eleitoral eficiente.
Ora, se o candidato não sabe o perfil de seu potencial eleitor nem onde encontrá-lo, como ele vai acessá-lo?
Outro ponto, derivado, diretamente, da desorganização, é a agenda mal gerida. Em casos assim, o candidato corre para lá e para cá e não sai do lugar.
Se o candidato, por falta de planejamento, não conhece o próprio potencial eleitor e a agenda é caótica, não surpreenderá se a comunicação for desastrosa.
É o típico cenário em que a equipe, sem saber muito bem o que dizer, vai para conteúdos genéricos, promessas irreais e sem nenhum tipo de acompanhamento dos resultados.
Com estes e outros erros, não tem currículo de candidato, dinheiro no caixa nem apoio de aliado que dê jeito.
Boa semana.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

