
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, de uma entrevista ao vivo nos estúdios da TV Globo.
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Durante a sabatina, conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos, o candidato à reeleição abordou temas sensíveis que cercam sua campanha e defendeu os indicadores econômicos de seu atual mandato.
CASO LULINHA
Lula classificou as investigações contra seu filho, Fábio Luís, como “ilações” baseadas em conversas telefônicas.
O petista garantiu que não haverá proteção familiar ou intervenção na Polícia Federal, afirmando que qualquer erro comprovado deverá ser punido conforme a lei.
PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS
O presidente descartou a venda dos Correios, apesar do prejuízo acumulado de R$ 15 bilhões nos últimos anos.
Ele atribuiu a crise à falta de adaptação da estatal ao mercado de entregas, mas defendeu parcerias com empresas privadas em vez da desestatização.
CASO MASTER E JACQUES WAGNER
Questionado sobre o envolvimento de Jaques Wagner em investigações do Banco Master, Lula reafirmou sua confiança na honestidade do senador.
O presidente ressaltou que, até o momento, não há provas de irregularidades e que mantém o apoio à reeleição do aliado.
SEGURANÇA PÚBLICA
Lula prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC que reorganiza as competências da área.
O candidato defendeu maior investimento em inteligência e revelou ter enviado uma proposta de cooperação ao governo dos Estados Unidos para o combate ao narcotráfico.
DÍVIDA PÚBLICA
Sobre o endividamento público, que atingiu 82% do PIB, o presidente argumentou que o índice é aceitável se comparado a potências como Japão e Itália.
Ele projetou um superávit primário de 0,1% para este ano e vinculou a trajetória da dívida à estagnação econômica de governos anteriores.

