
Sem condições políticas e eleitorais de usar aliados nacionais no palanque, o candidato a governador Ciro Gomes (PSDB) lança mão de uma estratégia conhecida.
Desde a pré-campanha, o tucano se esconde dos Bolsonaro e, de arremate, tenta esvaziar o alinhamento político do governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas, com lideranças do PT.

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Para Ciro, não passam de muletas apoios recebidos por Elmano do presidente Lula, senador Camilo Santana e várias outras lideranças estaduais e nacionais.
Ocorre que o mesmo Lula reduzido por Ciro a uma escora passou a ser peça-chave dos marquetólogos (não marqueteiros) do candidato do PSDB.
Se há uma unanimidade no entorno do principal candidato da oposição é o voto pretensamente casado Ciro-Lula, doravante “Cirula”.
Aí vem a pergunta boba: para os defensores do incoerente combo eleitoral, o Lula da chapa apócrifa defendida por ciristas deixa de ser muleta, tal qual seria no caso de Elmano?
É contraditório? Mais do que isso. Podemos estar diante de um sofisma. Pausa para a cola.
“Sofisma é um argumento ou raciocínio falso que se apresenta com aparência de verdade ou de lógica correta, mas que é construído com a intenção consciente de enganar, confundir ou induzir ao erro”.
Ou, deixando a profundidade de lado, é como diria minha avó:
“Meu netinho, quem desdenha quer comprar”.
Bom sábado.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

