
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, entende que a divulgação de informações sobre sua relação com o Ministro Alexandre de Moraes irá dificultar sua tentativa de prisão em domicílio e nova tentativa de delação premiada.
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Após conversa com seus interlocutores, Vorcaro sinaliza que irá poupar o nome de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em nova delação premiada.
A defesa do ex-banqueiro está na sua terceira tentativa de delação premiada e deve seguir o mesmo objetivo das últimas duas: informar que Vorcaro tinha uma relação de amizade com Moraes e uma relação comercial com Viviane Moraes, esposa do ministro.
ESCRITÓRIO BARCI DE MORAES
Em informações obtidas no relatório produzido pela Polícia Federal, divulgado nesta terça-feira, 1, o escritório da Viviane Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, mantinha dois contratos com empresas ligadas a Daniel Vorcaro.
Nos detalhes do contrato, assinado em 12 de maio de 2025, havia a possibilidade de pagamento de honorários por transferência bancária ou por dação de pagamento, com bens imóveis, móveis ou serviços.
Ao total, o valor recebido pelo escritório somam R$158 milhões em honorários, pagos pelas empresas Viking Participações e duas empresas ligadas a aeronaves, uma delas era a Legacy 650.
O entorno de Vorcaro diz que o ex-dono do banco Master sente medo, e que chegou a sugerir que não precisaria mais de advogados para defendê-lo, temendo não sair mais da prisão.
Após envolver o nome do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em depoimento dado ao Juíz auxiliar de Mendonça, Vorcaro cria um clima de temor e incerteza sobre o impacto da sua delação,ao citar o diretor como “alguém de seu relacionamento”.

