
A Posco Engenharia e Construção do Brasil é alvo de uma nova acusação no processo de falência que tramita na Justiça do Ceará.
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Segundo uma petição apresentada em agosto, uma ex-funcionária da empresa teria recebido uma oferta de R$ 1,5 milhão para não prestar depoimento em uma ação que busca responsabilizar o grupo sul-coreano pelas dívidas deixadas no Brasil.
A mulher trabalhou na companhia entre 2014 e 2025, como assistente da presidência e intérprete. De acordo com os documentos apresentados à Justiça, ela teria acompanhado negociações, movimentações financeiras e orientações enviadas pela matriz na Coreia do Sul.
A suposta tentativa de impedir o depoimento ocorreu no contexto de uma ação que discute se a Posco Coreia exerceu controle direto sobre a subsidiária brasileira.
A petição aponta que executivos teriam tentado convencer a ex-funcionária a não comparecer à audiência.
Após a recusa, novas mensagens teriam sido enviadas com propostas para negociar um acordo e evitar o avanço da ação. O conteúdo ainda será analisado pelas autoridades competentes.
REELEMBRE O CASO
O caso está relacionado à falência da Posco Brasil, decretada em setembro de 2025. A empresa foi criada pela sul-coreana Posco Engineering & Construction para participar da construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará.
Durante a execução das obras, empresas e prestadores de serviços afirmaram ter ficado sem receber valores pelos trabalhos realizados.
Quando entrou em falência, a Posco Brasil declarou aproximadamente R$ 644 milhões em dívidas e 47 credores. Representantes dos credores, porém, sustentam que o passivo pode ser superior a R$ 1 bilhão.

