
O desempenho dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025 mostrou uma redução na diferença para as nações desenvolvidas.
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Embora o Brasil continue abaixo da média da OCDE em leitura, matemática e ciências, o hiato de aprendizagem diminuiu significativamente quando comparado aos dados de 2006.
O destaque desta edição foi a disciplina de ciências, na qual o País registrou seu maior crescimento, saltando de 403 para 409 pontos.
Os dados divulgados nesta terça-feira, 8, revelam ainda que a recuperação brasileira pós-pandemia superou a média global nesse campo, demonstrando maior resiliência do sistema de ensino nacional diante da crise sanitária.
O relatório também abordou o impacto das ferramentas digitais no ambiente escolar e o uso de dispositivos móveis.
Atualmente, 81% dos estudantes brasileiros frequentam escolas que restringem o uso de celulares, índice muito superior aos 49% registrados na média dos países da OCDE, refletindo a nova legislação federal sobre o tema.
Além do desempenho acadêmico, os jovens brasileiros se destacaram pelo alto engajamento em causas ambientais e pela valorização da trajetória escolar.
Aqueles que consideram o estudo fundamental para o futuro obtiveram notas até 35 pontos superiores aos colegas desmotivados, reforçando a importância do aspecto socioemocional no aprendizado.

