
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 8, o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Siga o Poder News no Instagram
A medida também atinge o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa, sob a acusação de monitoramento ilícito e sistemático de autoridades.
A decisão fundamenta-se na descoberta de ao menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa entre agosto e setembro de 2026.
Segundo o magistrado, o material monitorava a atuação funcional de ministros do Supremo e do advogado-geral da União, Jorge Messias, sem qualquer amparo legal ou valor probatório.
Mendonça classificou como “abjetas” as análises da PF que tentavam explicar decisões judiciais com base em uma suposta matriz religiosa comum entre os investigados.
O ministro ressaltou ainda que a circulação desses documentos apócrifos vazou detalhes de operações sigilosas contra políticos, comprometendo a eficácia de futuras medidas cautelares.
Além do afastamento, o relator ordenou a abertura imediata de procedimentos criminais e disciplinares na Corregedoria da PF para apurar a conduta dos envolvidos.
Uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF foi convocada ainda para esta terça-feira, 8, para que o colegiado decida sobre a manutenção da decisão.

