
O principal candidato da oposição ao governo do Estado, Ciro Gomes (PSDB), não avançou na última rodada de pesquisas – no máximo, movimentou-se dentro da margem de erro.
Em paralelo, o governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), deslocou-se, positivamente, e encurtou a distância do adversário.

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Para governistas em geral, o petista já estaria, no mínimo, embolado com o tucano. Os mais empolgados já preveem virada – a famosa e temida ‘boca de jacaré’ dos gráficos na reta final da campanha.
A Coluna não conseguiu confirmar com fontes ciristas para onde estão apontando as sondagens internas. O que há são indícios externos. Vejamos.
A campanha de Ciro dá sinais de que está sob forte pressão dos índices e que, patinando, precisa tracionar mais. Basta olhar para a linha de tiro tucana.
PERGUNTA E RESPOSTA
Pergunta simples. Qual o comportamento normal e adequado aguardado para um candidato consolidado na liderança e sem aparente ameaça?
A resposta é mais simples ainda. Concorrentes em tal situação costumam administrar a vantagem, com um olho no relógio e outro no regulamento.
Quem está mais ou menos confortável na liderança costuma amenizar o discurso e ser mais genérico em críticas e propostas. O voto útil e a expectativa de poder fazem o restante.
Pouco disso está presente na atual fase da campanha de Ciro. Pelo contrário. O nome do PSDB está cada vez mais nervoso e virulento nos ataques ao grupo governista.
É muito ruim, independentemente do pleito, o histórico de candidatos que adotam violência verbal como principal ferramenta de atuação política.
Ao contrário, são nomes propositivos e, aparentemente, mais equilibrados, que prosperam nas urnas.
ELMANO TIRA PROVEITO
Elmano está sabendo tirar proveito disso, estabelecendo as supostas diferenças entre ele e Ciro. Esse foi o mote adotado pelo petista, no último debate. Ciro pode ter chegado ao teto e estar num platô.
Qual era o raciocínio mediano dos ciristas, lá pelo mês de maio/junho? Líder nas pesquisas, bom de gogó e com o governo em crise, Ciro levaria estas eleições com os pés nas costas.
A realidade está sendo outra. Sem conseguir crescer de forma robusta e consistente desde o início da propaganda no rádio e TV, Ciro não vê alternativa, a não ser subir o tom contra Elmano.
É um grande risco. Particularmente, para um candidato que precisa de parcelas do eleitorado moderado, cansado de candidatos valentões que cospem fogo, prendem e arrebentam.
Bom sábado.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

