
O Brasil convive, tranquilamente, com dois ex-presidentes da República presos. Perdemos as contas de quantos governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores foram retirados de circulação.
Qual o problema ou o que falta para membros da cúpula do Judiciário nacional entrarem nessa contabilidade?

Quem é Erivaldo Carvalho
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Quem acompanha de perto a atuação de Alexandre de Moraes – especialmente, no Inquérito das Fake News, diz que por muito, muito menos, ele mandou recolher gente para detrás das grades.
Essas questões são pertinentes diante da sessão pública, marcada para esta terça-feira, 15, no Supremo Tribunal Federal (STF). Será histórica – independentemente do desfecho sobre o ministro.
Se a Corte autorizar a abertura da investigação policial sobre o ministro envolvido com a máfia Master/Vorcaro, estará salvando a si – por ora, pelo menos.
Caso contrário, o STF vai escancarar ao mundo a régua moral própria, com que mede a estatura de seus integrantes. No Supremo não há crise – crimes.
Não basta levar Moraes, o ministro-consultor de Daniel Vorcaro, às barras do Tribunal. Essa é condição mínima para o Supremo reencontrar o caminho da legitimidade institucional.
É dever do presidente do STF, Edson Fachin, dirigente da sessão, excluir o próprio Moraes, assim como Dias Toffoli – atolado em conflitos de interesse -, da lista de votantes.
O mesmo vale para Paulo Gonet que, por flagrante proximidade com o grupo de Vorcaro, não deveria representar o Ministério Público Federal (MPF).
REFORMA E IMPUNIDADE
Estamos amadurecidos, institucionalmente, para mostrar a nós mesmos e à comunidade internacional que, no Brasil, a lei é para todos. Ou não?
Aposentadoria compulsória não é um bom caminho. Qual o sentido debater Reforma do Judiciário em meio a impunidade?
Como dito acima, a sessão de hoje será um divisor de rumos para o STF e o próprio Judiciário Brasileiro.
Ao final do devido e estrito processo legal e à luz dos fatos até agora revelados, algum envolvido será preso?
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

